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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

10 fatos incríveis sobre cavaleiros

Dos Cavaleiros da Távola Redonda a Game of Thrones a nossa cultura ama histórias com cavaleiros. Conheça alguns fatos incríveis sobre eles.

Apesar do fascínio, sabemos muito pouco sobre os verdadeiros homens de armaduras que lutaram guerras e torneios reais na Idade Média.

Confira em seguida dez fatos que dão uma luz sobre a vida dos antigos cavaleiros.

10. Arbalesta

Cavaleiros foram a força suprema no campo de batalha durante séculos. Durante um bom tempo, parecia que ninguém e nada jamais poderia substituí-los. Ironicamente, o seu fim foi provocado por uma invenção muito simples chamada arbalesta.

Inventada no século 12, era uma espécie de besta feita de aço, que podia suportar uma tensão muito maior do que as bestas comuns e produzir mais força. Uma arbalesta era precisa até 300 metros, relativamente rápida de recarregar e fácil de operar. Além disso, podia perfurar armaduras.

De repente, o poderoso cavaleiro com todas as suas habilidades de combate e uma vida inteira de treinamento não era nada mais do que um alvo fácil para um cara que estava aprendendo a atirar. Um atirador habilidoso podia derrubar dois cavaleiros por minuto e permanecer em segurança.

9. Escadas em espiral

Muitos castelos medievais tinham escadas espirais inteligentemente concebidas entre os seus andares. Geralmente localizadas ao lado das paredes do castelo, essa concepção servia para proteger os indivíduos no interior em caso de guerra. Se um exército inimigo invadisse o castelo, os cavaleiros tinham muita dificuldade em percorrer a estreita escada em curva, enquanto lutavam.

Ao mesmo tempo, os defensores tinham uma vantagem já que as escadas eram concebidas de modo que os invasores tinham de avançar com o seu lado esquerdo para a frente, o que era um problema sério, porque praticamente todos os cavaleiros manejavam as espadas com as mãos direitas.

8. Feudo caro

Ser um cavaleiro era extremamente caro. A armadura, as armas, o cavalo e os servos custavam uma quantia enorme de dinheiro, além do custo de vida normal. Ainda assim, os cavaleiros eram uma parte vital de qualquer exército, de modo que o governante de cada região tinha que fornecer a esses heróis meios para que eles se sustentassem.

A solução para este problema foi um sistema em que o governante dava a seus cavaleiros um lote de terra e as pessoas que viviam nessa terra pagavam uma taxa ao cavaleiro. O cavaleiro tinha o direito de governar essas pessoas como bem entendesse, mas tinha que lutar – junto com os seus homens – no exército do governante se este o convocasse.

7. Virtudes de cavalaria

Havia um código de conduta cavalheiresco que os homens de armadura tinham que seguir. Esse comportamento ia além do campo de batalha, e muitas vezes extrapolava para o dia a dia. Os códigos de conduta e etiqueta eram extremamente rigorosos, mas a sua essência podia ser condensada nos votos que um cavaleiro fazia durante a sua cerimônia de ordenação.

Isso incluía nunca fazer tratos com traidores; nunca dar maus conselhos a uma senhora (independentemente do seu estado civil) e sempre tratá-la com respeito e defendê-la contra qualquer perigo; participar de jejuns e abstinências; assistir à missa diariamente e fazer oferendas à Igreja.

Esses últimos votos foram, obviamente, inseridos na cerimônia pela Igreja. Quando eles começaram a pregar a Primeira Cruzada, no século 11, elaboraram um plano astuto para trazer os cavaleiros para a sua missão. A Igreja introduziu o seu próprio código de cavalaria que, sem surpresa, girava em torno principalmente de fazer o que a Igreja dizia e defender o cristianismo.

Embora o comportamento cavalheiresco fosse comum em eventos sociais, não haviam muitos cavaleiros que mantinham esses ideais quando entravam em batalha. A maioria optava por esquartejar e matar tantas pessoas quanto pudesse.

6. As origens da cavalaria

Cavaleiros, como o próprio nome sugere, são guerreiros associados a cavalos. Os cavaleiros da Idade Média montavam cavalos de guerra conhecidos como corcéis, animais enormes e treinados para a batalha. No entanto, a origem da cavalaria pode ter ocorrido antes, no auge do Império Romano.

Os antigos romanos tinham uma ordem equestre de elite conhecida como “Ordo Equestris”. Embora ela não possa ser conclusivamente ligada aos cavaleiros, estudiosos notam que essa ordem compartilhava muitas semelhanças com os cavaleiros da Idade Média.

Tratavam-se de homens das classes inferiores da nobreza que lutavam a cavalo e impunham um respeito considerável. Quando Carlos Magno, imperador dos francos no século IX, combinou uma classe nobre desses guerreiros com o conceito de feudalismo, nasceu a cavalaria como a conhecemos.

5. Armadura

Nenhum cavaleiro sonharia entrar em batalha sem a sua armadura. E ela tinha que ser feita sob medida: uma vez que as roupas eram de metal e outros materiais inflexíveis, era essencial que servissem e se encaixassem tão bem quanto possível.

A armadura também ficou mais resistente com o passar do tempo. Originalmente, cavaleiros usavam apenas uma coleção de roupas acolchoadas e correntes de malha. Conforme a tecnologia avançou, a armadura chegou a sua versão completa, aquela vista na maioria dos filmes.

Essa armadura era complexa e pesava cerca de 22 quilos. Ela podia desviar golpes da maioria das armas medievais, mas a qualidade e a imponência da armadura não se restringiam a ser salva-vidas – eram também um símbolo de status. Quanto melhor a armadura, mais importante era o cavaleiro.

4. Esporte

Os torneios de cavaleiros, ou justas, começaram como um exercício de táticas de combates medievais. Ou seja, serviam para treino. Quando se transformaram em um evento esportivo como a cultura popular o retrata, já não havia muitas guerras para lutar.

Quando as cruzadas terminaram e cavaleiros não tinham mais batalhas para vencer, rapidamente surgiram, além das justas, outros “hastiludes”, termo genérico utilizado na Idade Média para se referir a vários tipos de jogos marciais.

Eventos populares incluíram a “pas d’armes” (passagem de armas), em que um cavaleiro tinha que passar por um grupo de adversários, e “melee” (corpo a corpo), em que um grupo de cavaleiros divididos em duas equipes lutavam entre si em pé.

3. Treinamento

O treinamento de um cavaleiro era um árduo processo que começava aos sete anos e durava 14 anos. O cavaleiro em potencial primeiro tinha que servir como pajem. Nesse ponto, ele era apenas um servo que tinha que fazer o que seu senhor quisesse.

Embora a maior parte do treinamento era feito em jogos e esportes, alguns eram extremamente perigosos. Em vez de brincar com bolas e bonecos, o pajem medieval manuseava armas e praticava equitação. Na idade de 14, se tornava um escudeiro.

Cada escudeiro geralmente servia um cavaleiro específico, atuando como uma espécie de mordomo e ajudando a vesti-lo e a manter sua armadura e armas. Um escudeiro era visto como um homem capaz de lutar no campo de batalha.

Como tal, a sua formação tornava-se cada vez mais perigosa. As lesões eram comuns, já que as habilidades de cavaleiro tradicionais eram parte do seu treinamento. Aos 21 anos, o escudeiro era finalmente nomeado cavaleiro.

A cerimônia de ordenação ou investidura, era, incialmente, bem simples: o nobre dava um tapa no pescoço do escudeiro com a mão aberta e dizia algumas palavras rápidas. Eventualmente, a Igreja transformou a cerimônia no evento cheio de pompas que agora vemos em inúmeros filmes.

2. Cruzadas

As cruzadas, campanhas de guerra orquestradas pela Igreja para conquistar a Terra Santa e tirá-la dos muçulmanos, foram durante séculos as batalhas principais nas quais os cavaleiros mostraram o seu talento.

E não foram poucas batalhas – essas lutas religiosas foram requisitadas quase constantemente por cerca de 200 anos. Houve oito cruzadas principais (ou nove, se você incluir a Cruzada dos Camponeses Infelizes) e muitas outras menores no meio.

Infelizmente para os cavaleiros, as cruzadas foram, em última análise, um fracasso. A Terra Santa caiu nas mãos dos sarracenos. Ainda assim, isso não impediu que uma sucessão de papas encomendasse novas cruzadas contra vários inimigos nos séculos vindouros.

1. Cavaleiros modernos

Desde 1560, o termo “cavaleiro” como honra militar essencialmente deixou de existir. Hoje, há ainda alguns “verdadeiros cavaleiros” que herdaram o título, mas a maioria dos novos títulos de cavaleiro são concedidos por causa das contribuições que os destinatários fizeram para a sociedade moderna, de uma forma ou de outra.

Embora ainda existam muitas ordens de cavalaria, as que foram criadas após a Idade Média foram projetadas especificamente como um meio de honrar indivíduos merecedores. Por exemplo, as cavalarias dadas a pessoas famosas como Sir Elton John e Sir Paul McCartney são meramente honoríficas e não obrigam os homens a lutar por nada nem ninguém. 

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